2016_12_haiti_bandeira

Os metodistas do Campo Missionário Distrital no bairro Niterói, em Canoas-RS, estão acolhendo os e as imigrantes haitianos que chegam à cidade. Eles participam das celebrações, recebem assistência jurídica e cestas básicas quando necessário.

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De acordo com o pastor Antão Tadeu Pereira Carpes, os cultos são realizados em duas línguas. “Uma boa parte da comunidade é de haitianos/as. Algumas pessoas compreendem parcialmente o português, mas já organizamos uma liturgia que contempla a outra parcela de haitianos/as com cânticos e ministrações da palavra na língua crioulo haitiano”, disse o pastor Antão.

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O crioulo haitiano (kreyòl ayisyen), também conhecido como créole, é um idioma falado por quase toda a população do Haiti (8,5 milhões), havendo ainda cerca de 3,5 milhões de imigrantes que falam o crioulo haitiano em outros paí­ses, tais como Canadá, Estados Unidos, França, República Dominicana, Cuba e Bahamas. Apresenta dois dialetos distintos, o fablas e o plateau. Muitos/as haitianos/as falam quatro línguas: crioulo, francês, espanhol e inglês.

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A outra língua oficial do Haiti é o francês, idioma no qual o crioulo do Haiti se baseia, sendo que 90% do seu vocabulário vem dessa língua. Outros idiomas também influenciaram o crioulo haitiano, entre os quais estão o taino (nativo da ilha) e algumas línguas do oeste da África (ioruba, fon, ewé).

http://www.expositorcristao.com.br/2016/12/igreja-metodista-realiza-trabalho-de-inclusao-com-haitianosas/

TRABALHO NO RIO GRANDE DO SUL

Em Gravataí, no Rio Grande do Sul, a fábrica de massas Romena contratou cerca de vinte imigrantes haitianos. O gerente André Ramos avalia positivamente o desempenho dos novos empregados e sua integração no conjunto de trabalhadores:

“Há uma troca de cultura incrível. Em vez de os nossos colegas quererem ensinar o português, eles querem aprender o francês. Não tive nenhuma dúvida de que teríamos êxito com a experiência”, diz. Eron de Oliveira, superintendente regional do Ministério do Trabalho, corrobora. “A única coisa que ouço é pedidos para trazer mais haitianos para servir às empresas. Eles são obstinados e disciplinados.”
Trabalhadores comemoram oportunidade recebida

Se as empresas estão satisfeitas com o serviço prestado, os haitianos fazem questão de agradecer a hospitalidade. “Os brasileiros são maravilhosos”, elogia Jacksin Etienne, professor de cinco línguas que hoje ajuda na comunicação entre os colegas na Romena. Etienne conta que já havia tentado viver na República Dominicana, mas que os “problemas históricos” entre os países impediram. “Eu não sofria preconceito, mas sentia que meus conterrâneos eram diariamente hostilizados. Não tinha como viver bem.”

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